Minha terra tem palmeiras
O Inhotim – museu de arte contemporânea e jardim botânico que fica em Minas Gerais – é sem dúvidas um dos passeios mais ricos que podemos fazer sem sair de nosso país. Lá a gente pode ver instalações incríveis de artistas como Tunga, Valeska Soares e Cildo Meireles interagindo com um jardim botânico gigantesco baseado nas obras do paisagista Roberto Burle Marx.
No Inhotim, o paisagismo e a arte são feitos de maneira complementar, como se o jardim ajudasse a dar significado às obras. Quando visitamos o pavilhão da artista Adriana Varejão, por exemplo, notamos que a obra que fala sobre pássaros foi colocada no topo do prédio e rodeada por árvores altíssimas, para que nós próprios nos sentíssemos como pássaros.

O que nem todo mundo sabe é que o Inhotim possui a maior coleção mundial de palmeiras do mundo, com cerca de 1400 espécies, híbridos e variedades. Ao todo, são mais de 20.000 palmeiras dentro do complexo! As palmeiras foram escolhidas como plantas mais populares do instituto justamente por seu aspecto gráfico e por serem um símbolo do nosso país.

Mais uma curiosidade: os lagos do museu têm cores espetaculares. Volta e meia flagramos um visitante mesmerizado pelo azul perfeito das águas. O que as deixa assim é um corante natural e biodegradável feito de algas. Além do efeito estético, ele não prejudica os peixes nem as plantas marinhas.
Aprenda a cuidar de um jardim de inverno
Recentemente, a Quintal Flores apareceu em uma matéria da Folha de S.Paulo sobre jardins de inverno. O objetivo da matéria era explicar como podemos montar esses cantinhos de aconchego dentro de casa.
Na sua versão tradicional, o jardim de inverno fica dentro da casa, costuma integrar dois ou mais ambientes e ser coberto por uma clarabóia. Em apartamentos não dá para ter clarabóia, mas é possível fazer uma versão desses jardins em uma varanda fechada ou num cantinho da sala.
Uma dica para saber quais espécies se adaptam bem ao inverno do lugar onde vivemos é observar quais plantas estão mais bonitas na rua.
Aqui em São Paulo, variedades como o ipê roxo, rosa e amarelo deixam as praças super floridas nessa época do ano. Uma espécie menos conhecida, mas muito bonita, é a eritrina ou mulunga. Suas flores vermelhas têm formas que lembram um ouriço. Ela também se dá muito bem com o inverno paulistano. Além dessas, temos o manacá-da-serra-anão, as camélias e as azaléias. Estas espécies são as mais comuns de se ver nas ruas, por isso podem ser consideradas espécies de fácil adaptação.
Regiões mais frias pedem espécies como a primavera, érica, nandina, heras, impatiens, sálvia-azul, sálvia-vermelha, resedá e orquídea-dendobrium.
No frio, a evaporação da água é menor, por isso, as regas devem ser reduzidas e feitas de preferência na parte da manhã.
As plantas gostam e precisam de sol, mas existem várias espécies que até preferem um clima nublado, com luz indireta. Para manter um jardim florido o ano inteiro o segredo é misturar espécies com épocas de florescimento diferentes, assim sempre vai ter alguém florescendo enquanto as amigas descansam.
Como reutilizar potes de vidro na decoração
Sabe aqueles potes de vidro e plástico que a gente junta em casa para a coleta seletiva? Que tal reutilizá-los na própria decoração da casa e do jardim?
Com ajuda de um vidraceiro, garrafas de vinho podem se transformar em vasos para mudas de hera. Basta fazer um furo de 4 cm e pendurar os arranjos com sisal ou nylon grosso.
Já as garrafas PET podem servir de comedouro para passarinhos. Para isso, fixe dois pregos pequenos na parte de trás de uma caixa de feira e coloque um fio de arame em volta dela. Passe o arame pela fresta da caixa e prenda-o nos pregos. Na base, use uma cumbuca de porcelana.
Todos querem atrair a visita de beija-flores, mas fato é que os bebedouros de plástico nem sempre ornam com a decoração da casa. Para resolver o problema, faça furos em um pote de vidro (olha esse aqui que lindo!) e encaixe as flores do bebedouro de plástico nele. Basta levar o pote e as flores no vidraceiro que ele saberá o que fazer. Para pendurar, use um fio de arame.
Um arranjo inusitado em pleno banheiro
Vejo flores em você
Lesya Paramonova é uma ilustradora e designer de Moscou que começou a se aventurar no mundo da moda com essa primeira coleção, repleta de padronagens florais. Nas estampas de Paramonova, flores e folhas funcionam como adereços – sua utilidade mais óbvia -, mas também como esconderijo e cobertura.
Usadas no rosto e no cabelo, as folhas se transformam em máscaras contra a timidez. No corpo, camuflam a presença humana, que se mistura com o ambiente. O trabalho de decoupage, o tule e a seda pura que dão leveza à mistura de estampas e a sobreposição des vestidos transparentes com jumpsuits florais são incríveis.
Para acompanhar a coleção, a artista Karina Eibatova fez um vídeo muito bonito com trilha sonora da banda Washed Out. Inspiração que não acaba mais!
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Sopinha na Feira das Flores
O Ceagesp é o terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo e o primeiro da América Latina. Todo dia, toneladas de frutas, verduras, peixes e flores passam por seus portões e são comprados sobretudo por profissionais, como restaurantes e floriculturas.
A Feira das Flores acontece toda terça e sexta-feira, 5h e 10h30 (ou seja, bem cedo! E quem chega perto do fim não leva as melhores mercadorias). Muita gente é doida para visitar a feirinha, mas acaba desanimando por conta do horário, ainda mais quando está frio.
A boa notícia é que até 2 de setembro, o Ceagesp está fazendo um festival de sopas para estimular as visitas turísticas (a gente chama de visita turística todo mundo que vai lá a lazer, sem trabalhar no ramo).
O festival acontece de quarta a domingo e serve cinco tipos de sopas por noite. Por R$ 21,90 dá para se servir à vontade das sopas e dos acompanhamentos, que são pão italiano, molho de tomate, calabresa picadinha, queijo ralado e molho de pimentas. Para acompanhar, dá para pedir água, refrigerante, chope, caipirinha ou vinhos chilenos e argentinos.
As sopas são servidas em um salão grande, com mesas de plástico e buffet self-service. Tudo muito simples, mas muito agradável. O festival vai das 18h às 04h, então, é possível comer por lá na sexta-feira e já ficar para aproveitar o mercado das flores!
A entrada fica no Portão 3 do Entreposto Terminal São Paulo, da CEAGESP, na av. Dr. Gastão Vidigal, Vila Leopoldina. O estacionamento é gratuito.



















